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A civilização maia organizou-se como uma federação de cidades-estado e
atingiu seu apogeu no século IV. Nesta época, começou a expansão maia,
a partir das cidades de Uaxactún e Tikal. Os maias fundaram Palenque,
Piedras Negras e Copán. Entre os séculos X e XII, destacou-se a Liga de
Mayapán, formada pela aliança entre as cidades de Chichén Itzá, Uxmal
e Mayapán. Esta tripla aliança constituiu um império, que teve sob o
seu domínio outras doze cidades. O conjunto da cidade era considerado um
templo. Os edifícios eram construídos com grandes blocos de pedra
adornados com esculturas e altos-relevos, como os de Uaxactún e Copán.
Só podiam subir aos
templos os sacerdotes, que formavam a classe mais culta. Os maias
acreditavam descender de um totem e eram politeístas. A influência dos
toltecas introduziu certas práticas cerimoniais sangrentas, pouco antes
da decadência dos maias. Adoravam a natureza, em particular os animais,
as plantas e as pedras. Cuidavam de seus mortos, colocando-os em urnas de
cerâmica.
Os avançados conhecimentos
que os maias possuíam sobre astronomia (eclipses solares e movimentos dos
planetas) e matemática lhes permitiram criar um calendário cíclico de
notável precisão.
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