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Taxa Selic cai para 2.25% ao ano. Quais os impactos dessa redução para o investidor Sicredi?

23/06/2020
Taxa Selic cai para 2.25% ao ano. Quais os impactos dessa redução para o investidor Sicredi? | Blog Sicredi Pioneira

Conforme o esperado por analistas financeiros, o Banco Central do Brasil (BACEN) reduziu pela oitava vez consecutiva, durante reunião do Copom na semana passada, a taxa Selic para 2,25% ao ano, representando um corte de 0,75 ponto percentual.  Diante de um cenário instável, porém com inflação ainda controlada, as quedas nas taxas de juros configuram a tentativa de estimular a economia, já bastante afetada pela pandemia da Covid-19. “Por meio de estudos da equipe econômica do Sicredi, há espaço para novas reduções até o final de 2020, podendo chegar a 1,5% ao ano, embora seja difícil projetar números neste momento. A velocidade e a magnitude das eventuais quedas vão depender da resposta do mercado e das reformas previstas pelo governo federal, como a tributária e o Pacto Federativo, que podem acelerar a economia”, analisa Arthur Fiedler, gerente de Investimentos da Sicredi Pioneira RS. Mas como esta realidade pode impactar os investidores?

Com intuito de alcançar maior rentabilidade, existe a tendência de os investidores assumirem operações de risco, porém a atenção deve ser redobrada para evitar exageros, atendendo às características de seu perfil. Fiedler lembra que o associado pode identificá-lo por meio do aplicativo Sicredi e no Internet Banking, inclusive entre aqueles que desejam começar a investir. “O primeiro passo é formar uma reserva de emergência. Muitas pessoas acabam não dispondo de recursos de curto prazo, seja por terem sua remuneração diminuída ou pelo baixo faturamento da empresa. O tamanho desta reserva vai depender do setor a que o futuro investidor pertence. Um servidor público, devido à estabilidade, precisará de um montante menor que um profissional liberal, por exemplo”, ensina. São recomendadas reservas aplicadas em produtos com alta liquidez, como poupança e SicredInvest para Pessoa Física. Este último produto também é aconselhável para Pessoa Jurídica, por ser pós-fixado atrelado ao CDI, proporcionando excelente rentabilidade.

Segundo Fiedler, as constantes quedas da taxa Selic favorecem a tomada de crédito, permitindo que empresas possam realocar o financiamento na compra de maquinário ou até no aumento de artigos próprios para estoque. Por outro lado, a rentabilidade dos investimentos se torna menos atrativa, sendo prudente a diversificação com produtos de taxas pré-fixadas, multimercados ou renda variável. Ele também reitera a importância de observar o comportamento da economia mundial. Apesar de movimentação tímida, já é possível perceber sinais de retomada.

O continente asiático, principalmente a China, e países europeus iniciaram reação econômica ao deixarem o estado de emergência. Nova Iorque, o foco da pandemia em solo norte-americano, voltou a abrir o mercado, refletindo na subida da Bolsa de Valores e no recuo do câmbio, além dos bancos centrais estrangeiros terem injetado mais liquidez, o que significa recursos a países emergentes, a exemplo do Brasil. “Evidente que questões políticas e fiscais ainda condicionam riscos e pertencemos a um continente que é o atual epicentro do coronavírus. Com base nestes indicadores, a área econômica do Sicredi projeta, até o final deste ano, queda de 7% no PIB nacional, inflação a 2% e variação do dólar entre R$ 4,85 e R$ 5,20. Mesmo gradual, a recuperação virá e podem surgir boas oportunidades em investimentos de renda variável e multimercados para o associado de perfil moderado e arrojado”, prospecta Fiedler. Ele reforça que o investidor conservador deve continuar preservando seu patrimônio e optar por taxas pós-fixadas. “E sempre que precisar, buscar a consultoria de seus gerentes de conta e a expertise de nossas equipes”, finaliza.