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O mercado da fotovoltaica apoiando o setor residencial

 

Prof. Tiago Cassol Severo
Pesquisador da Universidade de Caxias do Sul

                                                                   

       Dois fatores podem estar preocupando as pessoas e famílias que estão pensando em inserir um sistema de energia solar em suas residências. Um deles é o COVID-19 e o outro é o aumento do dólar, principalmente vinculado à pandemia, mas também por uma mudança de estratégia do atual Ministério da Economia.

      Ambos os pontos merecem nossa reflexão, mas eles não impedem o investimento em energia solar e não inviabilizam a instalação de painéis solares e inversores para a geração de energia elétrica, e poderão continuar a representar uma economia de até 95% nas atuais faturas de energia elétrica.

      Observando do ponto de vista residencial, onde fica o berço das famílias compostas por adultos e crianças, houve um aumento de consumo mediante ao home office e escolas fechadas, sendo proporcionado pelo isolamento oriundo do COVID-19. Mais televisões, computadores e aparelhos de ar-condicionado ligados, geladeiras abrem e fecham com mais frequência e a iluminação fica ligada em períodos maiores. Isso resulta em um acréscimo na fatura de energia elétrica, o que pode impactar severamente as finanças das famílias, já que muitos estão com redução de entradas financeiras, oriundas das reduções de carga horária ou salário.

     Neste ponto, a energia solar investida a partir de um financiamento pode contribuir na contabilidade da família. Sabemos que compras à vista sempre têm vantagens, mas as linhas de crédito para o setor podem oferecer juros baixos e até seis meses de carência para iniciar o pagamento do investimento em um sistema solar. Pensando nisso, investir em energia solar pode reduzir sua fatura em até 95% e ter o início do seu pagamento só em seis meses.

      Levando em conta que um sistema solar precisa em torno de 15 dias para a empresa entregar e instalar, mais 10 dias para a concessionária homologar, em menos de 30 dias o cliente já pode estar gerando sua própria energia, pagando uma taxa irrisória de energia elétrica e, ainda, ter uma carência de mais alguns meses para começar a pagar o investimento. Em uma fatura de R$ 500,00 mensais, a economia pode chegar em até R$2.300,00, só durante a carência do financiamento.

       Após o pagamento do financiamento, a fatura tem seu valor reduzido, podendo alcançar a total isenção nos custos com a energia, sobrando somente uma taxa de disponibilidade de energia que pode variar de acordo com o tipo de cliente. Um cliente residencial pagará uma taxa de disponibilidade em torno de R$25 a R$45, se monofásico ou bifásico. Este será o único valor a ser pago após completar o financiamento e tendo um sistema dimensionando para o seu consumo, não sofrendo com altas nas tarifas de energia. Imaginando um financiamento de cinco anos e o sistema solar tendo uma vida de operação superior a 25 anos, haverá mais de 20 anos para aproveitar o recurso financeiro para pensar em um plano de aposentadoria, uma reserva financeira para uma viagem ou ajudar nas outras contas da família. 

       Muitas empresas integradoras têm segurados seus preços mediante a alta do dólar. Então, esse é um momento oportuno para investir em energia solar e, ainda, ter uma sobra financeira nesses meses de pandemia de COVID-19.

 

 

 

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