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O que precisa ser observado antes de instalar sistema solar em propriedades rurais

  Mesmo em crises econômicas, o agronegócio se destaca a partir de novas tecnologias e boas práticas agropecuárias e de gestão, permitindo que a energia solar também leve benefícios às propriedades rurais. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, pesquisas apontam que, em até dois anos, o Brasil estará entre os 20 países com maior geração de energia solar no mundo.

  Há exemplos no país sobre como propriedades rurais estão se beneficiando ao adotarem alternativas mais sustentáveis. Fazendas, independentemente do porte, costumam contar com galpões para estocagem de material, alimentos, maquinários e animais. Assim, muitos empreendimentos estão instalando projetos fotovoltaicos em coberturas ou no solo. Um sistema conectado à rede poderá atender a demanda de energia de uma casa ou propriedade rural, independentemente do tipo de consumo: seja bombeamento, motores, ordenha, iluminação ou aparelhos eletroeletrônicos.

   Como começar

   O primeiro passo é solicitar orçamentos para instalação dos equipamentos, procurando uma empresa integradora especializada. A empresa vai pedir uma cópia da(s) conta(s) de energia para avaliar o consumo e definir a área requerida para a instalação dos painéis fotovoltaicos, inversores e outros equipamentos. O orçamento deverá contemplar o fornecimento de todos os equipamentos, instalação e o registro do projeto junto à distribuidora de energia.

   Alguns fatores na escolha do fornecedor devem ser observados, a exemplo da experiência prévia em projetos do gênero, qualidade dos equipamentos fornecidos, garantias desses equipamentos e serviços, além do suporte técnico.

   Qual sistema de energia solar é o mais recomendado?

   A definição de um projeto para sistema fotovoltaico está atrelada a uma série de características da propriedade rural, como consumo de energia, atividades exercidas, infraestrutura, localização, espaço disponível, impacto ambiental, tecnologia e tipo dos equipamentos de geração, porte da unidade consumidora e da central geradora a ser instalada, entre outros.

  Um dos principais fatores a ser considerado é o local para instalação dos painéis solares: telhado ou solo. O custo no telhado é menor, mas exige capacidade para suporte do peso dos painéis. Existem ainda diferentes estruturas para fixação dos painéis solares, variando de acordo com o tipo de cobertura (telha de barro, fibrocimento e coberturas metálicas). Para instalar no solo, há custo extra com a estrutura de sustentação das placas e a necessidade de solicitação da Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental (DDLA), porém é mais fácil realizar serviços de manutenção e limpeza.

   A inclinação das placas solares também influencia na captação de energia. Por isso, mesmo em propriedades muito próximas, pode haver diferença tanto no projeto quanto na quantidade de energia gerada. Áreas com sombreamento de árvores ou com faces voltadas para o Sul, por exemplo, receberão menor insolação, perdendo eficiência na produção de energia.

   A quantidade e o tamanho dos painéis solares também variam de acordo com a propriedade e consumo de energia. Portanto, é recomendada atenção dos produtores rurais quanto ao aterramento, a fim de eliminar as fugas de energia, proteger os usuários e o equipamento de um possível choque elétrico. Em caso de queima do disjuntor elétrico, o custo da obra pode aumentar em até 20%.

 

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