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Painéis solares: mitos e verdades sobre o descarte dos equipamentos

 

  • Os painéis solares geram montanhas de resíduos, aquecem o planeta e causam outros danos ecológicos:

Não é verdade. Os painéis solares são feitos majoritariamente de materiais recicláveis, como plástico, cobre, vidro e alumínio. Logo nos primeiros anos de vida útil, o painel solar gera toda a energia elétrica consumida na sua fabricação. Depois disso, vai produzir energia por mais 20 ou 30 anos, tipicamente, evitando o uso de outras fontes de energia poluentes. Portanto, a energia produzida dos painéis é muito mais ecológica. As usinas solares, inclusive, são instaladas em áreas improdutivas, em regiões desérticas e não adequadas para a agricultura ou para outras formas de exploração.

  • Empresas de energia solar foram recompensadas com subsídios maciços e absolutamente nenhuma exigência é feita sobre o descarte de resíduos:

Em muitos países europeus, realmente houve incentivos. Mas no Brasil, a energia solar não recebe qualquer incentivo. A fonte solar está crescendo e se desenvolvendo porque a sociedade já começou a descobrir as vantagens ambientais da geração de eletricidade a partir da luz solar. Quanto ao descarte de resíduos, é uma preocupação já existente no mundo. Usinas solares têm um prazo de vida superior a 20 anos. As usinas encontradas no Brasil têm apenas alguns anos de atividade. Futuramente, a reciclagem das usinas fotovoltaicas vai ser um excelente negócio e não faltarão profissionais e empresas para executarem esse trabalho.

  • Painéis solares não podem ser reciclados, no Brasil, pois ainda não há lei de controle e recuperação de resíduos própria:

Painéis solares são tão recicláveis quanto uma lata de alumínio. Hoje é possível aproveitar cerca de 90% dos materiais que compõem a tecnologia FV. No Brasil, essa tecnologia deve,  por lei, ser descartada corretamente, atendendo à Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), que define as diretrizes relacionadas à gestão  integrada e ao gerenciamento dos resíduos, atentando para a obrigatoriedade das empresas em retornarem os resíduos descartáveis, de maneira a evitar o descarte incorreto e a poluição ambiental.

  • Cada painel é composto por arseneto de gálio, telúrio, prata, silício cristalino, chumbo, cádmio e outros metais pesados. Â medida que essas substâncias penetram no lençol freático, interferem no abastecimento de água, no meio ambiente e na saúde humana:

Existem painéis solares que são produzidos com esses elementos (gálio, telúrio e cádmio), mas são muito raros. A quase totalidade dos painéis usados no mundo é fabricada de silício. O silício é um dos materiais mais abundantes no planeta, encontrado naturalmente na areia e nos cristais de quartzo, por exemplo. O silício não é tóxico e não custo qualquer dano ao meio ambiente. O chumbo pode estar presente em quantidades muito pequenas nos painéis solares. Porém, ele está presente em praticamente tudo, inclusive no computador ou no celular que utilizamos.

  • No Brasil ainda não há uma lei de controle e recuperação de resíduos de painéis solares:

Não existe uma lei sobre isso no Brasil ou mesmo em outros países, pois ainda é um tema em aberto. Na Europa já existe a preocupação com a reciclagem, pois muitos países europeus possuem sistemas fotovoltaicos chegando perto do final de sua vida útil. Devido ao baixo impacto ambiental das usinas solares e à grande facilidade de reciclagem dos seus materiais, é provável que o próprio mercado se encarregue de fazer a reciclagem, sem a necessidade de uma lei específica. Reciclar usinas fotovoltaicas poderá ser um bom negócio daqui a alguns anos.

 

Fonte: Canal Solar

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