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Investimentos em energia solar no Brasil somam R$ 40 bilhões em oito anos

      A potência instalada do setor de geração de energia solar alcançou 8 gigawatts (GW) em fevereiro de 2021, segundo um levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Esse volume é maior do que as capacidades de todas as usinas nucleares e térmicas a carvão no Brasil, somadas. Estão instalados cerca de 409 mil sistemas fotovoltaicos no país, que abastecem mais de 511 mil unidades consumidores, entre residências, comércios e indústrias.  

       Essa capacidade de geração é fruto de investimentos feitos ao longo dos últimos oito anos, que ultrapassam 40 bilhões de reais. A maior parte (R$ 24 bilhões) foi destinada ao segmento de geração distribuída, que concentra os pequenos sistemas, como os que são instalados nos telhados das casas. Os consumidores residenciais são maioria, representando 73,6% dos sistemas em operação e 38,9% da potência instalada. As grandes fazendas solares somam 3,1 GW de potência instalada, sendo responsáveis por 1,7% da matriz elétrica brasileira, um porcentual considerado baixo pela entidade. De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk,  embora tenha avançado nos últimos anos, o Brasil – detentor de um dos melhores recursos solares do planeta – continua com  mercado solar ainda pequeno. Há mais de 86 milhões de consumidores de energia elétrica no país, porém, atualmente, apenas 0,6% faz uso do sol para produzir eletricidade. 

       Nos últimos leilões de energia realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a fonte solar foi a mais competitiva entre as renováveis, com preços médios negociados a 21 dólares por megawatt-hora. Segundo a Absolar, o setor é também um grande gerador de empregos, tendo criado cerca de 240 mil postos de trabalho desde 2012.  

       Momento único

       A energia solar vive um momento único no Brasil. Em 2020, mesmo em contexto de pandemia, a capacidade energética do setor cresceu cerca de 52% e hoje, a solar é vista como a principal fonte a encabeçar a retomada verde, bem como a transição para uma economia 100% limpa e renovável, seguida da eólica, hidrelétrica e do gás natural. 

     A ascensão também se refletiu no ambiente corporativo: no ano passado, surgiram cerca de 450 novas empresas do setor a cada mês. Em 2021, as estimativas são ainda mais otimistas e a perspectiva é de que 5.400 companhias comecem suas operações em terras brasileiras até dezembro, segundo mapeamento do Portal Solar, principal marketplace de energia solar fotovoltaica no país.

      O crescimento, segundo a empresa, corresponde a uma alta de 27% quando comparado ao volume total de empresas no segmento fotovoltaico nacional, que hoje conta com 20 mil companhias. O surgimento de novas empresas não é algo incomum no setor. Em uma pesquisa realizada em 2020, o Portal Solar concluiu que apenas 12,3% das empresas que atuam com energia solar fotovoltaica estão no mercado há mais de quatro anos, enquanto a maior parcela delas (41,2%) está no ramo há menos de um ano. 

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