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11 de Junho de 2019

O que esperar da economia para o segundo semestre?

O Brasil ainda vive os reflexos da crise econômica. Embora venha sinalizando uma recuperação após os resultados negativos de 2015 e 2016 - anos em que o Produto Interno Bruto do País (PIB) registrou queda de -3,8% e -3,6%, respectivamente - a economia brasileira ainda mostra pouca força ao apresentar resultados modestos em 2017 (+1,0%), 2018 (+1,1%) e uma previsão de crescimento de apenas 1,13%, em 2019.

Mas o que esses indicadores representam para o mercado? Conforme aponta o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, esses números indicam um segundo semestre de incertezas motivado pela estagnação do ambiente de negócios. Segundo o economista, a retomada do crescimento pleno da economia está atrelada ao andamento de reformas estruturais sinalizadas pelo governo federal, como a reforma da previdência.

“Se a reforma for aprovada de forma rápida e do tamanho necessário para que as finanças públicas atinjam um patamar de equilíbrio, é provável que o próximo semestre seja mais robusto no sentido de uma retomada econômica. Do contrário, teremos um segundo semestre estático”, alerta da Luz, que reitera o impacto imediato que essas medidas podem ter no mercado.  

“Aprovar uma reforma da previdência é muito mais importante para o conjunto das expectativas do que propriamente para o lado financeiro. Os efeitos serão sentidos na próxima década e não nos próximos seis meses, mas o empresário deixa de investir e contratar se não tiver uma expectativa de melhora no mercado e de reaver o seu investimento. E isso só vai acontecer se a economia estiver crescendo”, defende o economista.

Crescimento que, caso se mantenha abaixo do esperado, pode influenciar negativamente as projeções otimistas do agronegócio divulgadas ao final de 2018 pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Na ocasião, o órgão projetou um aumento geral de 2% do PIB do agronegócio brasileiro, que estaria atrelado a um crescimento de 3% da economia. Os resultados seriam impulsionados pelo aumento da demanda por parte dos consumidores (reflexo de um mercado aquecido e em recuperação) e a uma menor volatilidade cambial, que favoreceria o aumento nas exportações.

De qualquer forma, o PIB do agronegócio no 1º trimestre de 2019, divulgado no final de maio, já apresenta os primeiros reflexos. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, o setor agropecuário brasileiro registrou uma pequena retração de 0,1%. Frente ao último trimestre de 2018, a retração do PIB agropecuário foi ainda maior (-0,5). Os resultados consolidados do primeiro semestre devem ser divulgados nos próximos meses, mas a tônica do mercado já é de crescimento moderado para a economia até o final do ano.

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